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sábado, 23 de agosto de 2014

Dormir bem para se manter saudável.


Desde que surgiu, o homem dorme e ainda não sabemos exatamente por quê. Mas sabemos que dormir não é o contrário de estar acordado e que o cérebro não para durante o sono.
A importância de dormir bem.
Não há quem viva sem dormir. O ser humano consegue ficar cerca de 15 dias sem se alimentar, porém, sem dormir morremos em 7 dias. Além de indispensável à vida, o sono é certamente a atividade humana mais carregada de fascínio e mistério e ao mesmo tempo, é uma fonte de prazer. Apesar do muito que ainda falta descobrir sobre os mecanismos do sono, uma verdade básica é que o sono não é apenas sinônimo de repouso. É um estado fisiológico especial em que as ondas cerebrais se alteram em relação ao período de vigília; os músculos atingem a condição de atonia (total relaxamento); os globos oculares se movimentam como se a pessoa acompanhasse algo com o olhar, embora as pálpebras estejam fechadas.

O sono é caracterizado por alternância de ondas cerebrais, relaxamento neuromuscular e movimento dos olhos. Entretanto, existe uma série de outros indicadores, como taxas hormonais, ritmo da respiração, frequência cardíaca, que também mudam quando se dorme e, sobretudo, durante a fase dos sonhos (Fase REM). Todas essas alterações são importantes para o funcionamento do nosso organismo. Afinal, as pessoas pagam um alto preço quando ousam passar as 24 horas do dia em claro. Diversos estudos provam que, desde a infância à velhice, os efeitos do sono inadequado são capazes de prejudicar profundamente a memória, aprendizado, criatividade, produtividade e estabilidade emocional, bem como nos deixar  mais suscetíveis a doenças devido a queda na imunidade.
O sono inadequado está associado à calcificação das artérias coronárias e níveis elevados de fatores inflamatórios relacionados à doença cardíaca. Dormir demais também pode ser arriscado. Níveis mais altos de doenças cardíacas foram encontrados entre mulheres que dormem mais de nove horas por noite. 

Pessoas que têm sono reparador e acordam descansadas são mais capazes de aprender uma tarefa e têm uma probabilidade maior de se lembrar do que aprenderam. 

Crianças também podem experimentar distúrbios hormonais em decorrência de sono inadequado. O hormônio do crescimento (GH) é liberado durante o sono profundo. O GH estimula o crescimento em crianças, ganho de massa muscular e repara células e tecidos danificados tanto em crianças quanto em adultos.
ITO Clínica - Ronco Apneia do Sono e Reabilitação Oral 
Tel. (21) 2512 5151                          faustoito@gmail.com

domingo, 17 de agosto de 2014

O SONO E O ENVELHECIMENTO

Os problemas de sono são bastante comuns na população idosa. Em geral, as pessoas com mais idade necessitam de menos horas de sono (cerca de 5 horas), além de terem o sono mais superficializado.
Dores crônicas de doenças como artrite, necessidade de urinar com frequência e estimulantes como café e álcool contribuem para a falta de sono. Além disso, condições neurológicas associadas ao envelhecimento, como a doença de Alzheimer, também podem causar problemas de sono.

Estima-se que os distúrbios do sono afetam em torno de 50% das pessoas com mais de 60 anos. Um grande número de idosos apresenta alterações na qualidade do sono, principalmente as dificuldades para adormecer, sono fragmentado ou superficial. Nos idosos é comum a inversão do dia pela noite (acordado a noite e sonolento de dia). Uma das primeiras alterações que podem predispor aos distúrbios do sono é a alteração do horário de acordar (muito mais cedo na velhice).
Além da insônia, os distúrbios do sono mais frequentes no idoso são a sonolência diurna, o ronco e a apneia do sono. A insônia tem por definição a dificuldade de iniciar e manter o sono. É classificada com relação a parte do sono comprometida, sendo insônia inicial quando a pessoa demora para adormecer, insônia intermediária quando acorda durante a noite e a insônia final quando acorda muito cedo.
A sonolência excessiva durante o dia se caracteriza pelo fato de a pessoa dormir demais ou por passar dormindo a maior parte do dia em que deveria estar acordada. Pode ser uma conseqüência da insônia, que para compensar, o idoso acaba dormindo em excesso de dia. Pode ser causada também por hipotireoidismo, hipoglicemia ou por uso de medicamentos como anti-histamínicos, tranquilizantes ou antidepressivos.
O ronco é a forma mais comum do organismo se manifestar diante de uma dificuldade respiratória que ocorre durante o sono. É um ruído caracterizado pela vibração dos tecidos moles da garganta, principalmente, a úvula - "campainha". Tem como uma das causas a flacidez muscular devido ao envelhecimento.
A apneia do sono representa um estágio mais avançado em relação ao ronco e é frequente em idosos. Durante o sono ocorrem paradas respiratórias as quais ocasionam sono agitado por causa dos repetidos despertares ao longo da noite devido a falta de ar. A apneia do sono está relacionada com problemas cardíacos, derrame cerebral (AVC), quadros de depressão, dores de cabeça pela manhã, lapsos de memória, dificuldade de concentração e sonolência excessiva diurna. Afeta cerca de 40% da população geral, sendo mais comum em homens a partir dos 40 anos e acima do peso e mulheres pós menopausa.
O tratamento dos distúrbios do sono varia em função da gravidade e das necessidades de cada pessoa. Por exemplo, o uso de aparelhos bucais é indicado para casos de ronco e apneia leve ou moderada. Para os casos de apneia grave a indicação é o CPAP, porém se a pessoa não se adaptar, o aparelho bucal pode ser muito útil com eficácia em torno de 60%.

As alterações do sono no idoso merecem atenção especial porque eles podem apresentar outras doenças clínicas como depressão, demência, ansiedade as quais aumentam os riscos de tontura e acidentes domésticos, mas, principalmente, pela queda na qualidade de vida.

Referências: 

  1. ITO, F. A. et al. Condutas terapêuticas para tratamento da síndrome da resistência das vias aéreas superiores (SRVAS) e da síndrome da apnéia e hipopnéia obstrutiva do sono (SAHOS) com enfoque no Aparelho Anti-Ronco (AAR-ITO). Revista Dental Press de Ortodontia e Ortopedia Facial, v. 10, p. 143-156, 2005. 
  2. KUSHIDA, C. A. et al. Practice parameters for the treatment of snoring and Obstructive Sleep Apnea with oral appliances: an update for 2005. Sleep, v. 29, n. 2, p.240-243, 2006. 
  3. RIBEIRO, T. C.; ITO, F. A. Distúrbios do Sono – De olhos bem abertos. Revista Psique, Edição 51, p. 22-27, 2010.

domingo, 27 de julho de 2014

6 MANEIRAS DE LIDAR COM O RONCO.


Culpar o parceiro pelo problema
não ajuda a encontrar uma solução!

Se o seu parceiro (a) ronca, você sabe o quão prejudicial isso pode ser para ambos. Na maioria das vezes, ambos podem acordar cansados e irritados, mas o que é mais preocupante é que esse problema pode trazer sérias consequências à saúde do casal e também ao casamento.

Quando se dorme mal ou menos do que deveria, efeitos nocivos como aumento da pressão durante a noite, doenças do coração e ganho de peso podem ocorrer. Além disso, as mulheres cujos parceiros roncam têm tendência a alegar insatisfação no casamento e, por consequência, pedir o divórcio, de acordo com um estudo realizado pela Rush University Medical Center.

No entanto, apesar dos pontos negativos que o ronco do parceiro traz, existem maneiras de lidar com o problema e ajudá-lo a solucionar a questão:

Converse sobre o assunto: em vez de culpar o parceiro pelo ronco, converse e conte como o problema está afetando a qualidade do seu sono e de vida. Quando a situação é apresentada dessa forma, o homem geralmente é capaz de ouvir o que a companheira está dizendo em vez de se sentir atacado e como se a culpa fosse dele.

Ajude-o a solucionar o problema: faça-o perceber que o ronco é uma questão de saúde e não apenas algo que não deixa você dormir durante a noite. Mostre que está disposta a ajudá-lo a resolver o problema. É como qualquer outra dificuldade ou conflito na vida do casal, por isso, é interessante conversar sobre o assunto e encontrar uma solução que realmente funcione. 

Leve-o a um especialista: existem muitos problemas relacionados ao ronco e o mais grave e perigoso é a apneia do sono. Estima-se que metade das pessoas que roncam alto e frequente sofre de apneia do sono (paradas temporárias na respiração), pressão alta, ganho de peso, aumento das chances de desenvolver diabetes, ataque cardiaco, impotência e derrame cerebral. Todos esses problemas têm relação direta com o ronco não tratado. A sugestão é consultar um especialista com seu parceiro e explicar o que está acontecendo durante a noite. 

Incentive-o a mudar os hábitos: emagrecer pode ser uma das maneiras mais eficazes de reduzir o ronco, assim como uma alimentação saudável e exercícios físicos. Evitar o consumo de álcool antes de dormir também ajuda. Saiba mais em Higiene do Sono.

Evite quartos separados: de acordo com o National Sleep Foundation, 23% dos casais que sofrem com o ronco do parceiro (a) dormem em quartos separados o que pode trazer ainda mais problemas para a relação. O casal pode perder a intimidade e o que ocupa esse espaço é o ressentimento. 

Explore as opções: não existe uma solução perfeita para todos os casos, por isso, é importante considerar todas as opções. Existem procedimentos conservadores e cirurgicos que ajudam a controlar o problema. Pesquisar sobre o assunto junto com ele poderá encorajá-lo a tomar uma atitude.


ITO Clínica - Ronco Apneia do Sono Reabilitação Oral

Av. Nossa Senhora de Copacabana n. 583 sala 701
Copacabana - RJ          CEP. 22.050-002
Tel. (21) 2512 5151 

quarta-feira, 1 de janeiro de 2014

VIVA COM SAÚDE E SEM DISTÚRBIOS DO SONO!


Dentre todos os Distúrbios do Sono já catalogados, os que causam maior preocupação são a apneia obstrutiva do sono e o ronco alto e frequente

Ambos ocorrem devido ao deslocamento da língua para trás em direção a garganta quando a pessoa está dormindo. Essa situação bloqueia o fluxo de ar e provoca microdespertares para restabelecer  a respiração. Esses episódios podem acontecer por várias vezes a cada hora de sono e por consequência não permite o descanso adequado.

Viver com um(a) parceiro(a) que tenha sintomas da apneia obstrutiva do sono costuma ser um transtorno tanto para quem tem o problema quanto para quem dorme ao lado. Ao longo da noite, o ronco e falta de ar fragmentam o sono e a pessoa não consegue atingir os estágios mais profundos os quais são responsáveis pelo descanso. No dia seguinte o cansaço e a indisposição impedem a pessoa de ter uma vida produtiva e saudável.

Muitas pessoas reclamam ou se recusam a utilizar o CPAP durante toda a noite devido a uma série de fatores que variam desde a sensação de claustrofobia à irritação na pele do rosto por causa da máscara facial. Como consequência essas pessoas desistem do uso e assumem riscos de problemas de saúde graves como aumento da pressão, arritmias, infarto do miocárdio e derrame cerebral.  


Muitos Especialistas do Sono e Dentistas recomendam os aparelhos bucais de avanço mandibular como mais uma opção de tratamento conservador e menos invasivo, com o objetivo de melhorar a qualidade de sono e de vida de pessoas com distúrbios respiratórios do sono e prevenir danos mais graves para a saúde.

 
Devido ao aumento da conscientização a respeito dos Distúrbios do Sono no Brasil, os aparelhos bucais de avanço mandibular já estão amplamente difundidos, especialmente, nas grandes capitais. 

Se suspeitar que você ou seu parceiro(a) sofre de ronco, sonolência excessiva ao longo do dia (SED) ou episódios de falta de ar durante o sono, o primeiro passo é diagnosticar o problema por meio da polissonografia e conversar com um dentista especialista no assunto para confeccionar um aparelho bucal de avanço mandibular. Esses dispositivos são usados somente durante o sono para reduzir o ronco e as pausas na respiração que irá melhorar a qualidade do próprio sono e do seu parceiro(a).

Tel. (21) 2512 5151.
faustoito@gmail.com