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quarta-feira, 24 de junho de 2015

VOCÊ SABE O QUE É NOCTÚRIA?

Veja o que fazer para controlar esse problema.

Levantar uma vez no meio da noite para ir ao banheiro provavelmente não seja motivo de preocupação, duas vezes ou mais já pode ser um sinal de que haja algum problema de saúde.

Noctúria (do latim nox, noite e do grego [τα] ούρα, urina) que significa a necessidade de se levantar durante a noite para esvaziar a bexiga, interrompendo o sono.

Quando o ritmo circadiano está funcionando normalmente, a pessoa produz menos urina à noite e, portanto, tem menos vontade de ir ao banheiro. Mas quando esse ritmo está alterado isso pode desregular a produção de urina ao longo da noite. Entretanto, nem sempre se trata de um relógio biológico alterado. Uma causa esperada da noctúria é o envelhecimento que inclui mudanças no funcionamento da bexiga, ou seja, ela não consegue mais tolerar grandes volumes de urina. Por exemplo, uma pessoa mais jovem pode dormir a noite inteira, enquanto uma pessoa de mais idade que produz a mesma quantidade de urina tem de se levantar para esvaziar a bexiga.
Qual a relação da noctúria com a Apneia do Sono?

Reconhecidamente a apneia obstrutiva do sono é uma das causas mais comuns de noctúria. Quem sofre desse disturbio aumenta em cerca de 30% as chances de desenvolver a noctúria. Em um episódio de apneia (parada na respiração durante o sono), o cérebro imediatamente envia um comando para os músculos do peito e abdomen para que a respiração seja restabelecida, porém a via aérea superior está bloqueada. O diafragma e os músculos intercostais se contraem e a pressão nos pulmões aumenta elevando também os batimentos do coração, consequentemente ocorre a liberação do hormônio natriurético, que aciona os rins para produzir urina.

Durante a entrevista com o paciente é importante o especialista investigar se há relação da noctúria com algum distúrbio do sono. Se houver, o profissional deve procurar por sintomas da apneia do sono como sono agitado, engasgos por falta de ar e, principalmente, ronco alto e frequente.

Outro distúrbio do sono que também pode estar associado com a nocturia é a síndrome das pernas inquietas em que as pessoas mexem as pernas excessivamente e acordam no meio da noite pensando que têm de ir ao banheiro.

Problemas de saúde como Parkinson, insuficiência cardíaca e diabetes tipo 2 também podem provocar idas frequentes ao banheiro durante a noite. O mesmo vale para gravidez e obesidade porque com o aumento da circunferência de cintura, pressiona a região abdominal e, consequentemente, pode fazer as pessoas acharem que a bexiga está cheia.

É importante lembrar que em homens a partir de 50 anos de idade o aumento da próstata, pode levar a quadro de noctúria.

Saiba o que deve ser feito.

Depois de determinar a causa de idas frequentes ao banheiro durante a noite, o passo seguinte é saber como controlá-las. O tratamento da noctúria geralmente é eficaz desde que se conheça a causa principal. Pode incluir medidas comportamentais, como a adequação da quantidade de líquidos ingeridos antes de dormir, mudança do horário de administração dos medicamentos diuréticos, tratamento de problemas como diabetes descompensado, insuficiência cardíaca ou tratamento específico para problemas de próstata e bexiga.

Além de consultar o especialista, uma das melhores maneiras de lidar com a noctúria é ter uma boa higiene do sono:
  1. Horários definidos para dormir e acordar;
  2. Minimizar a utilização de estimulantes antes de se deitar;
  3. Deixar o caminho do banheiro livre para evitar acidentes de madrugada
  4. Luz suave dentro do banheiro para não dificultar o retorno ao sono. 



Tel. (21) 2512 5151 


 Referências:
  1. Tikkinen KA, Auvinen A, Huhtala H, Tammela TL. Nocturia and obesity: a population-based study in Finland. Am J Epidemiology 1; 163 (11): 1003-11, 2006. 
  2. Breyer BN1, Shindel AW, Erickson BA, Blaschko SD, Steers WD, Rosen RC. The association of depression, anxiety and nocturia: a systematic review. J Urology 190 (3): 953-7, 2013.

domingo, 27 de julho de 2014

6 MANEIRAS DE LIDAR COM O RONCO.


Culpar o parceiro pelo problema
não ajuda a encontrar uma solução!

Se o seu parceiro (a) ronca, você sabe o quão prejudicial isso pode ser para ambos. Na maioria das vezes, ambos podem acordar cansados e irritados, mas o que é mais preocupante é que esse problema pode trazer sérias consequências à saúde do casal e também ao casamento.

Quando se dorme mal ou menos do que deveria, efeitos nocivos como aumento da pressão durante a noite, doenças do coração e ganho de peso podem ocorrer. Além disso, as mulheres cujos parceiros roncam têm tendência a alegar insatisfação no casamento e, por consequência, pedir o divórcio, de acordo com um estudo realizado pela Rush University Medical Center.

No entanto, apesar dos pontos negativos que o ronco do parceiro traz, existem maneiras de lidar com o problema e ajudá-lo a solucionar a questão:

Converse sobre o assunto: em vez de culpar o parceiro pelo ronco, converse e conte como o problema está afetando a qualidade do seu sono e de vida. Quando a situação é apresentada dessa forma, o homem geralmente é capaz de ouvir o que a companheira está dizendo em vez de se sentir atacado e como se a culpa fosse dele.

Ajude-o a solucionar o problema: faça-o perceber que o ronco é uma questão de saúde e não apenas algo que não deixa você dormir durante a noite. Mostre que está disposta a ajudá-lo a resolver o problema. É como qualquer outra dificuldade ou conflito na vida do casal, por isso, é interessante conversar sobre o assunto e encontrar uma solução que realmente funcione. 

Leve-o a um especialista: existem muitos problemas relacionados ao ronco e o mais grave e perigoso é a apneia do sono. Estima-se que metade das pessoas que roncam alto e frequente sofre de apneia do sono (paradas temporárias na respiração), pressão alta, ganho de peso, aumento das chances de desenvolver diabetes, ataque cardiaco, impotência e derrame cerebral. Todos esses problemas têm relação direta com o ronco não tratado. A sugestão é consultar um especialista com seu parceiro e explicar o que está acontecendo durante a noite. 

Incentive-o a mudar os hábitos: emagrecer pode ser uma das maneiras mais eficazes de reduzir o ronco, assim como uma alimentação saudável e exercícios físicos. Evitar o consumo de álcool antes de dormir também ajuda. Saiba mais em Higiene do Sono.

Evite quartos separados: de acordo com o National Sleep Foundation, 23% dos casais que sofrem com o ronco do parceiro (a) dormem em quartos separados o que pode trazer ainda mais problemas para a relação. O casal pode perder a intimidade e o que ocupa esse espaço é o ressentimento. 

Explore as opções: não existe uma solução perfeita para todos os casos, por isso, é importante considerar todas as opções. Existem procedimentos conservadores e cirurgicos que ajudam a controlar o problema. Pesquisar sobre o assunto junto com ele poderá encorajá-lo a tomar uma atitude.


ITO Clínica - Ronco Apneia do Sono Reabilitação Oral

Av. Nossa Senhora de Copacabana n. 583 sala 701
Copacabana - RJ          CEP. 22.050-002
Tel. (21) 2512 5151 

terça-feira, 1 de janeiro de 2013

Inicie 2013 se exercitando e dormindo bem!

Geralmente o primeiro mês do ano vem acompanhado de algumas metas, como emagrecer, conseguir o emprego dos sonhos, porém para algumas pessoas o desejo é simplesmente dormir bem. 

De acordo com estudos epidemiológicos, sabe-se que 40% da população mundial relata que pelo menos uma vez na semana tem um sono deficiente ou de qualidade ruim.
Um dos hábitos mais associados a um sono reparador e de qualidade é o de se exercitar. Os exercícios físicos regulares e de forma moderada é uma das recomendações mais importantes para regular o sono.
A prática de exercícios físicos é uma unanimidade na terapia da insônia e funciona como grande aliado no tratamento do ronco e da apneia do sono devido ao emagrecimento que proporcionam. Já está comprovado que os exercícios físicos produzem resultados mais efetivos do que os hipnóticos (remédios para dormir) e tem como principal retorno a saúde e o bem-estar do paciente. O uso de remédios para dormir tem um considerável número de efeitos colaterias e na maioria dos casos não são recomendados em longo prazo.
As evidências de que os exercícios melhoram o sono derivam de estudos experimentais que mostraram que a disposição e o hábito de se exercitar nos ajudam a dormir melhor. Quem faz atividade física regular tende a ter outros hábitos saudáveis que facilitam o sono, como não fumar, se alimentar de forma equilibrada, evitar as bebidas cafeinadas e o exagero do  álcool.
A atividade física quando realizada a luz do dia ajuda a regular o nosso relógio biológico e, portanto, favorece o sono de melhor qualidade. Quando os exercícios são praticados diariamente, a qualidade do sono tende a melhorar, ou seja, fica menos fragmentado e ocorre o prolongamento das fases profundas.
Os efeitos da atividade física sobre o sono são sentidos com mais eficiência se realizados pelo menos 4 horas antes de dormirEstudos comprovam que as pessoas que praticam esportes demoram menos tempo para adormecer, cerca de 7 minutos, quando comparadas com as que não se exercitam, 10 minutos.

Para quem não é atleta ou tem hábitos sedentários, é preciso se exercitar pelo menos uma hora por treino para que os efeitos da atividade tenham alguma implicação na qualidade e duração do sono. Contudo, já foi comprovado que os exercícios não precisam ser intensos para oferecer melhores resultados com relação ao sono.

Vale ressaltar que dormir pouco é extremamente nocivo para a  saúde. Um adulto deve dormir de 7 a 9 horas por noite. Dormir 6 horas ou menos está diretamente relacionado com ganho de peso e problemas cardiocirculatórios.

faustoito@gmail.com  (21) 2512 5151

quinta-feira, 13 de dezembro de 2012

SONO X MENOPAUSA


Por Leandro Meira - Yahoo! Contributor Network.

O período fértil protege as mulheres contra dos Distúrbios Respiratórios do Sono.

Não é segredo: a menopausa chega acompanhada de irritabilidade, insônia, ondas de calor, suor noturno, ansiedade, cansaço e diminuição da atenção e memória. Ah, e ronco também! Isso mesmo. A apneia (interrupção da respiração) e o ronco também podem ser alguns elementos da lista de características da fase em que a mulher deixa de produzir hormônios, geralmente entre os 45 e 55 anos. Durante o período fértil, a cada três homens, uma mulher sofre com o problema. Após a menopausa, essa relação se iguala: a cada homem, uma mulher também padece de alguma disfunção. 

De acordo com o membro da Associação Brasileira do Sono (ABS), doutor Fausto Ito, o período fértil protege as mulheres dos distúrbios respiratórios do sono (ronco e apneias). "Isso acontece devido à presença da progesterona e do estradiol, por exemplo, mas as mulheres sofrem mais de insônia devido à oscilação desses mesmos hormônios em função do ciclo menstrual. Quando os ovários entram em falência devido ao envelhecimento, as mulheres tendem a roncar tanto quanto os homens, principalmente se houver aumento de peso", relata.
A cura definitiva para o problema ainda não foi descoberta. Logo, o mais importante é buscar o diagnóstico assim que os primeiros sintomas aparecerem. O principal exame que deve ser feito é a polissonografia (PSG), para que, em seguida, se inicie o tratamento de acordo com a necessidade de cada caso. Já existem terapias para melhorar a respiração durante o sono e devolver a qualidade de vida às pessoas que padecem desses distúrbios.
Riscos
Vale lembrar que o ronco é o primeiro sinal de alerta que o corpo emite para avisar que alguma coisa errada está acontecendo com a respiração durante o sono. O problema começa a piorar quando esses ruídos estão intercalados pelas apneias. "Essas paradas respiratórias repetitivas ao longo da noite diminuem a oxigenação do organismo, fragmentam o sono e, por causa disso, impedem que pessoa atinja os estágios profundos do sono", destaca Ito.
Os sintomas imediatos da má qualidade de sono são a sonolência excessiva ao longo do dia (SED), garganta seca, mau humor ao acordar, dores de cabeça pela manhã, perda de memória. A SED representa grande perigo, pois aumenta as chances de a pessoa se envolver em acidentes graves de trânsito e de trabalho. Com o passar do tempo, o sono fragmentado causa alterações metabólicas sérias que deixam a pessoa suscetível a doenças crônicas, como alterações cardíacas, obesidade, diabetes tipo 2, queda da imunidade, impotência, câncer e derrame (AVC).
Estudos indicam que cerca de 40% da população brasileira ronca ou se queixa de qualidade de sono ruim. Por isso, é importante entender que os distúrbios do sono podem ter diversas causas e a situação pode se agravar se a pessoa fumar, beber e não se exercitar regularmente.
Outro fator relevante é o queixo pequeno ou posicionado para trás. Anatomicamente, ele deixa a passagem de ar mais estreita na região da garganta e favorece a ocorrência dos roncos e das apneias.
Tratamento
A forma mais aceita pelas pessoas são os aparelhos bucais que provocam um leve avanço no queixo e desobstruem a garganta, liberando a passagem do ar durante o sono, pois são fáceis de adaptar e transportar. Mas há também os exercícios fonoaudiológicos para tonificar a musculatura da garganta; o CPAP, que injeta ar pelo nariz por meio de máscara nasal; e as cirurgias ortognáticas, que deslocam a mandíbula para frente, e de correção e desobstrução de nariz.
"A reposição hormonal também pode ser indicada para as mulheres menopausadas. Existem também as medidas comportamentais, que tem por objetivo modificar hábitos inadequados com relação ao sono e que podem ser utilizadas em conjunto com qualquer tipo de tratamento, conhecidas por Higiene do Sono", explica o especialista.

segunda-feira, 7 de setembro de 2009

Cuidado com a saude do seu casamento!

* Por Ivy Kate Gomes.
ikategomes@gmail.com

No início tudo pareciam flores. Vocês iam pra cama e cinco minutos depois ele já estava dormindo, ou melhor, roncando. Você não se importava muito, pois acreditava que aquele som, um dia, misteriosamente, iria desaparecer. Mas não foi bem isso que aconteceu, não é? Aquele ruído desagradável persiste e parece ter piorado com o passar do tempo. A sua paciência também já não é a mesma de antigamente. O amor continua firme e forte, mas sem dormir, nenhum ser humano, por mais apaixonado que seja, aguenta.O ronco é um alerta que o organismo emite para avisar que algo não está correto com a respiração durante o sono. E, se não tratado pode desencadear uma doença mais grave que se chama apneia do sono. As apneias são paradas respiratórias que acontecem durante o sono e que podem levar a pessoa ao aumento da pressão, arritmias, infarto e derrame cerebral. Que o ronco deixou de ser apenas um barulho que incomoda isso muita gente já sabe, mas o que quase ninguém tem noção é que este barulho interfere diretamente na saúde do parceiro de quem ronca.Geralmente, quando não dormimos bem ficamos irritados, sonolentos, com dificuldade de concentração e sem disposição para realizarmos as tarefas mais simples do dia-a-dia, como: levar as crianças para a escola, praticar exercícios físicos e até pegar um cineminha no final do dia. Estudos da Associação Brasileira do Sono indicam que os homens roncam muito mais que as mulheres. As parceiras quando chegam ao limite da falta de sono, deixam de dormir ao lado do marido e muitas vezes trocam a cama pelo sofá. Mas não foi para dormirem separados que se casaram. Por isso, quando ambos não aguentam mais a situação, resolvem procurar ajuda especializada.É o que acontece no consultório do dentista Dr. Fausto Ito, Diretor da ITO Clínica, que há 12 anos trata do problema com aparelho bucal. “Recebo vários casais a beira do divórcio. Na maioria das vezes quem me procura são as esposas. Pois são elas as principais vítimas do ronco. O marido, geralmente, diz que não escuta nada e que dorme bem a noite inteira. Ledo engano. Ele só pensa que dorme. Quem ronca tem o sono fragmentado e por mais que durma, não consegue chegar às fases mais profundas do sono, chamado reparador”, afirma o Dr. Ito. Se o ronco está sendo o vilão do seu casamento e da saúde da sua família, não entre em pânico, pois existem várias formas de tratamento. O que não deve acontecer é acostumar-se com o barulho e esperar pelo pior, seja o aparecimento de algum problema de saúde ou até mesmo o fim de seu casamento.