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domingo, 7 de fevereiro de 2016

DORMIR BEM PARA MANTER O CÉREBRO LIMPO.

Uma série de mais de 2000 estudos descobriram que o sono é capaz de limpar o cérebro.

Foto: Ron Mueck

Em um desses estudos realizado com camundongos na Universidade de Rochester (EUA), descobriu que, durante o sono, o cérebro desses animais limpam as células danificadas e substâncias associadas com a neurodegeneração. O espaço entre as células do cérebro aumentou quando os ratos estavam inconscientes, permitindo que o cérebro liberasse as moléculas tóxicas que se acumularam durante as horas de vigília.

Se a pessoa não dorme o suficiente, o nosso cérebro não tem tempo hábil para limpar as toxinas, o que poderia acelerar doenças neurodegenerativas, como Parkinson e Alzheimer. Outros efeitos prejudiciais com relação ao sono de qualidade ruim envolvem processos mentais como o aprendizado, memória, capacidade de julgamento e resolução de problemas. As novas informações e conhecimentos adquiridos durante o dia  são processados durante o sono. o novo aprendizado e caminhos da memória são codificados no cérebro, e o sono adequado é necessário para tais caminhos funcionarem da melhor maneira possível.

Pessoas descansadas são mais capazes de aprender uma tarefa e têm uma probabilidade maior de se lembrar do que aprenderam. O declínio cognitivo que muitas vezes acompanha o envelhecimento pode, em parte, resultar de sono de má qualidade ao longo do tempo.


Com sono insuficiente, o raciocínio se torna lento, o que dificulta a concentração e aumenta a probabilidade de tomar decisões equivocadas e assim assumir riscos indevidos. Tais efeitos podem ser desastrosos ao dirigir um veículo ou operar uma máquina perigosa.

ITO Clínica - Ronco Apneia do Sono Reabilitação Oral
Novo endereço: Av. Nossa Senhora de Copacabana n. 583 sala 701.
Copacabana - RJ  CEP. 22.050-002
faustoito@gmail.com  
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domingo, 17 de agosto de 2014

O SONO E O ENVELHECIMENTO

Os problemas de sono são bastante comuns na população idosa. Em geral, as pessoas com mais idade necessitam de menos horas de sono (cerca de 5 horas), além de terem o sono mais superficializado.
Dores crônicas de doenças como artrite, necessidade de urinar com frequência e estimulantes como café e álcool contribuem para a falta de sono. Além disso, condições neurológicas associadas ao envelhecimento, como a doença de Alzheimer, também podem causar problemas de sono.

Estima-se que os distúrbios do sono afetam em torno de 50% das pessoas com mais de 60 anos. Um grande número de idosos apresenta alterações na qualidade do sono, principalmente as dificuldades para adormecer, sono fragmentado ou superficial. Nos idosos é comum a inversão do dia pela noite (acordado a noite e sonolento de dia). Uma das primeiras alterações que podem predispor aos distúrbios do sono é a alteração do horário de acordar (muito mais cedo na velhice).
Além da insônia, os distúrbios do sono mais frequentes no idoso são a sonolência diurna, o ronco e a apneia do sono. A insônia tem por definição a dificuldade de iniciar e manter o sono. É classificada com relação a parte do sono comprometida, sendo insônia inicial quando a pessoa demora para adormecer, insônia intermediária quando acorda durante a noite e a insônia final quando acorda muito cedo.
A sonolência excessiva durante o dia se caracteriza pelo fato de a pessoa dormir demais ou por passar dormindo a maior parte do dia em que deveria estar acordada. Pode ser uma conseqüência da insônia, que para compensar, o idoso acaba dormindo em excesso de dia. Pode ser causada também por hipotireoidismo, hipoglicemia ou por uso de medicamentos como anti-histamínicos, tranquilizantes ou antidepressivos.
O ronco é a forma mais comum do organismo se manifestar diante de uma dificuldade respiratória que ocorre durante o sono. É um ruído caracterizado pela vibração dos tecidos moles da garganta, principalmente, a úvula - "campainha". Tem como uma das causas a flacidez muscular devido ao envelhecimento.
A apneia do sono representa um estágio mais avançado em relação ao ronco e é frequente em idosos. Durante o sono ocorrem paradas respiratórias as quais ocasionam sono agitado por causa dos repetidos despertares ao longo da noite devido a falta de ar. A apneia do sono está relacionada com problemas cardíacos, derrame cerebral (AVC), quadros de depressão, dores de cabeça pela manhã, lapsos de memória, dificuldade de concentração e sonolência excessiva diurna. Afeta cerca de 40% da população geral, sendo mais comum em homens a partir dos 40 anos e acima do peso e mulheres pós menopausa.
O tratamento dos distúrbios do sono varia em função da gravidade e das necessidades de cada pessoa. Por exemplo, o uso de aparelhos bucais é indicado para casos de ronco e apneia leve ou moderada. Para os casos de apneia grave a indicação é o CPAP, porém se a pessoa não se adaptar, o aparelho bucal pode ser muito útil com eficácia em torno de 60%.

As alterações do sono no idoso merecem atenção especial porque eles podem apresentar outras doenças clínicas como depressão, demência, ansiedade as quais aumentam os riscos de tontura e acidentes domésticos, mas, principalmente, pela queda na qualidade de vida.

Referências: 

  1. ITO, F. A. et al. Condutas terapêuticas para tratamento da síndrome da resistência das vias aéreas superiores (SRVAS) e da síndrome da apnéia e hipopnéia obstrutiva do sono (SAHOS) com enfoque no Aparelho Anti-Ronco (AAR-ITO). Revista Dental Press de Ortodontia e Ortopedia Facial, v. 10, p. 143-156, 2005. 
  2. KUSHIDA, C. A. et al. Practice parameters for the treatment of snoring and Obstructive Sleep Apnea with oral appliances: an update for 2005. Sleep, v. 29, n. 2, p.240-243, 2006. 
  3. RIBEIRO, T. C.; ITO, F. A. Distúrbios do Sono – De olhos bem abertos. Revista Psique, Edição 51, p. 22-27, 2010.