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domingo, 17 de agosto de 2014

O SONO E O ENVELHECIMENTO

Os problemas de sono são bastante comuns na população idosa. Em geral, as pessoas com mais idade necessitam de menos horas de sono (cerca de 5 horas), além de terem o sono mais superficializado.
Dores crônicas de doenças como artrite, necessidade de urinar com frequência e estimulantes como café e álcool contribuem para a falta de sono. Além disso, condições neurológicas associadas ao envelhecimento, como a doença de Alzheimer, também podem causar problemas de sono.

Estima-se que os distúrbios do sono afetam em torno de 50% das pessoas com mais de 60 anos. Um grande número de idosos apresenta alterações na qualidade do sono, principalmente as dificuldades para adormecer, sono fragmentado ou superficial. Nos idosos é comum a inversão do dia pela noite (acordado a noite e sonolento de dia). Uma das primeiras alterações que podem predispor aos distúrbios do sono é a alteração do horário de acordar (muito mais cedo na velhice).
Além da insônia, os distúrbios do sono mais frequentes no idoso são a sonolência diurna, o ronco e a apneia do sono. A insônia tem por definição a dificuldade de iniciar e manter o sono. É classificada com relação a parte do sono comprometida, sendo insônia inicial quando a pessoa demora para adormecer, insônia intermediária quando acorda durante a noite e a insônia final quando acorda muito cedo.
A sonolência excessiva durante o dia se caracteriza pelo fato de a pessoa dormir demais ou por passar dormindo a maior parte do dia em que deveria estar acordada. Pode ser uma conseqüência da insônia, que para compensar, o idoso acaba dormindo em excesso de dia. Pode ser causada também por hipotireoidismo, hipoglicemia ou por uso de medicamentos como anti-histamínicos, tranquilizantes ou antidepressivos.
O ronco é a forma mais comum do organismo se manifestar diante de uma dificuldade respiratória que ocorre durante o sono. É um ruído caracterizado pela vibração dos tecidos moles da garganta, principalmente, a úvula - "campainha". Tem como uma das causas a flacidez muscular devido ao envelhecimento.
A apneia do sono representa um estágio mais avançado em relação ao ronco e é frequente em idosos. Durante o sono ocorrem paradas respiratórias as quais ocasionam sono agitado por causa dos repetidos despertares ao longo da noite devido a falta de ar. A apneia do sono está relacionada com problemas cardíacos, derrame cerebral (AVC), quadros de depressão, dores de cabeça pela manhã, lapsos de memória, dificuldade de concentração e sonolência excessiva diurna. Afeta cerca de 40% da população geral, sendo mais comum em homens a partir dos 40 anos e acima do peso e mulheres pós menopausa.
O tratamento dos distúrbios do sono varia em função da gravidade e das necessidades de cada pessoa. Por exemplo, o uso de aparelhos bucais é indicado para casos de ronco e apneia leve ou moderada. Para os casos de apneia grave a indicação é o CPAP, porém se a pessoa não se adaptar, o aparelho bucal pode ser muito útil com eficácia em torno de 60%.

As alterações do sono no idoso merecem atenção especial porque eles podem apresentar outras doenças clínicas como depressão, demência, ansiedade as quais aumentam os riscos de tontura e acidentes domésticos, mas, principalmente, pela queda na qualidade de vida.

Referências: 

  1. ITO, F. A. et al. Condutas terapêuticas para tratamento da síndrome da resistência das vias aéreas superiores (SRVAS) e da síndrome da apnéia e hipopnéia obstrutiva do sono (SAHOS) com enfoque no Aparelho Anti-Ronco (AAR-ITO). Revista Dental Press de Ortodontia e Ortopedia Facial, v. 10, p. 143-156, 2005. 
  2. KUSHIDA, C. A. et al. Practice parameters for the treatment of snoring and Obstructive Sleep Apnea with oral appliances: an update for 2005. Sleep, v. 29, n. 2, p.240-243, 2006. 
  3. RIBEIRO, T. C.; ITO, F. A. Distúrbios do Sono – De olhos bem abertos. Revista Psique, Edição 51, p. 22-27, 2010.

domingo, 27 de julho de 2014

6 MANEIRAS DE LIDAR COM O RONCO.


Culpar o parceiro pelo problema
não ajuda a encontrar uma solução!

Se o seu parceiro (a) ronca, você sabe o quão prejudicial isso pode ser para ambos. Na maioria das vezes, ambos podem acordar cansados e irritados, mas o que é mais preocupante é que esse problema pode trazer sérias consequências à saúde do casal e também ao casamento.

Quando se dorme mal ou menos do que deveria, efeitos nocivos como aumento da pressão durante a noite, doenças do coração e ganho de peso podem ocorrer. Além disso, as mulheres cujos parceiros roncam têm tendência a alegar insatisfação no casamento e, por consequência, pedir o divórcio, de acordo com um estudo realizado pela Rush University Medical Center.

No entanto, apesar dos pontos negativos que o ronco do parceiro traz, existem maneiras de lidar com o problema e ajudá-lo a solucionar a questão:

Converse sobre o assunto: em vez de culpar o parceiro pelo ronco, converse e conte como o problema está afetando a qualidade do seu sono e de vida. Quando a situação é apresentada dessa forma, o homem geralmente é capaz de ouvir o que a companheira está dizendo em vez de se sentir atacado e como se a culpa fosse dele.

Ajude-o a solucionar o problema: faça-o perceber que o ronco é uma questão de saúde e não apenas algo que não deixa você dormir durante a noite. Mostre que está disposta a ajudá-lo a resolver o problema. É como qualquer outra dificuldade ou conflito na vida do casal, por isso, é interessante conversar sobre o assunto e encontrar uma solução que realmente funcione. 

Leve-o a um especialista: existem muitos problemas relacionados ao ronco e o mais grave e perigoso é a apneia do sono. Estima-se que metade das pessoas que roncam alto e frequente sofre de apneia do sono (paradas temporárias na respiração), pressão alta, ganho de peso, aumento das chances de desenvolver diabetes, ataque cardiaco, impotência e derrame cerebral. Todos esses problemas têm relação direta com o ronco não tratado. A sugestão é consultar um especialista com seu parceiro e explicar o que está acontecendo durante a noite. 

Incentive-o a mudar os hábitos: emagrecer pode ser uma das maneiras mais eficazes de reduzir o ronco, assim como uma alimentação saudável e exercícios físicos. Evitar o consumo de álcool antes de dormir também ajuda. Saiba mais em Higiene do Sono.

Evite quartos separados: de acordo com o National Sleep Foundation, 23% dos casais que sofrem com o ronco do parceiro (a) dormem em quartos separados o que pode trazer ainda mais problemas para a relação. O casal pode perder a intimidade e o que ocupa esse espaço é o ressentimento. 

Explore as opções: não existe uma solução perfeita para todos os casos, por isso, é importante considerar todas as opções. Existem procedimentos conservadores e cirurgicos que ajudam a controlar o problema. Pesquisar sobre o assunto junto com ele poderá encorajá-lo a tomar uma atitude.


ITO Clínica - Ronco Apneia do Sono Reabilitação Oral

Av. Nossa Senhora de Copacabana n. 583 sala 701
Copacabana - RJ          CEP. 22.050-002
Tel. (21) 2512 5151 

quarta-feira, 1 de janeiro de 2014

VIVA COM SAÚDE E SEM DISTÚRBIOS DO SONO!


Dentre todos os Distúrbios do Sono já catalogados, os que causam maior preocupação são a apneia obstrutiva do sono e o ronco alto e frequente

Ambos ocorrem devido ao deslocamento da língua para trás em direção a garganta quando a pessoa está dormindo. Essa situação bloqueia o fluxo de ar e provoca microdespertares para restabelecer  a respiração. Esses episódios podem acontecer por várias vezes a cada hora de sono e por consequência não permite o descanso adequado.

Viver com um(a) parceiro(a) que tenha sintomas da apneia obstrutiva do sono costuma ser um transtorno tanto para quem tem o problema quanto para quem dorme ao lado. Ao longo da noite, o ronco e falta de ar fragmentam o sono e a pessoa não consegue atingir os estágios mais profundos os quais são responsáveis pelo descanso. No dia seguinte o cansaço e a indisposição impedem a pessoa de ter uma vida produtiva e saudável.

Muitas pessoas reclamam ou se recusam a utilizar o CPAP durante toda a noite devido a uma série de fatores que variam desde a sensação de claustrofobia à irritação na pele do rosto por causa da máscara facial. Como consequência essas pessoas desistem do uso e assumem riscos de problemas de saúde graves como aumento da pressão, arritmias, infarto do miocárdio e derrame cerebral.  


Muitos Especialistas do Sono e Dentistas recomendam os aparelhos bucais de avanço mandibular como mais uma opção de tratamento conservador e menos invasivo, com o objetivo de melhorar a qualidade de sono e de vida de pessoas com distúrbios respiratórios do sono e prevenir danos mais graves para a saúde.

 
Devido ao aumento da conscientização a respeito dos Distúrbios do Sono no Brasil, os aparelhos bucais de avanço mandibular já estão amplamente difundidos, especialmente, nas grandes capitais. 

Se suspeitar que você ou seu parceiro(a) sofre de ronco, sonolência excessiva ao longo do dia (SED) ou episódios de falta de ar durante o sono, o primeiro passo é diagnosticar o problema por meio da polissonografia e conversar com um dentista especialista no assunto para confeccionar um aparelho bucal de avanço mandibular. Esses dispositivos são usados somente durante o sono para reduzir o ronco e as pausas na respiração que irá melhorar a qualidade do próprio sono e do seu parceiro(a).

Tel. (21) 2512 5151.
faustoito@gmail.com 

terça-feira, 24 de dezembro de 2013

A MELHOR POSIÇÃO PARA DORMIR

Poucos hábitos são tão eficientes para melhorar a saúde e a qualidade de vida quanto o de dormir

O sono fortalece a memória, ajuda a controlar a hipertensão e o diabetes, diminui riscos de doenças cardiovasculares, previne a obesidade e a depressão. Para conseguir todos esses benefícios, é necessário ter uma noite bem dormida. Um dos fatores que pode prejudicar todos esses benefícios é a posição em que nos deitamos. Para descansar e relaxar a musculatura, é fundamental o suporte adequado para não torcer ou tensionar as articulações. Ao dormir em uma posição inadequada, a pessoa pode acordar com dores no corpo, região cervical, além da sensação de sono não reparador.
Dormir de lado
Essa é considerada a melhor posição para dormir por manter a coluna alinhada. Além disso, é uma posição a qual facilita a circulação, fazendo com que o corpo funcione normalmente durante o período em que se dorme. 
Alguns ajustes são necessários para melhorar a posição de lado:
Travesseiro: o ideal é que ele preencha o espaço correspondente a altura do ombro, para a cabeça não ficar inclinada. Colocar um travesseiro entre os joelhos também é indicado para evitar que um joelho bata no outro e assim eles fiquem alinhados com o tronco. Pode-se utilizar um terceiro travesseiro para abraçar.

A coluna Manter as pernas levemente flexionadas e o quadril relaxado é importante para não forçar o nervo ciático.
Braços: evitar de colocá-los para cima. Dormir com o braço esticado acima da cabeça pode causar dor nos ombros e aumentar as chances de desenvolver bursite ou tendinite. 
Dormir de barriga para cima
Essa é a posição que mais favorece a ocorrência de problemas respiratórios durante o sono como ronco e apneia (falta de ar). Devido ao relaxamento da musculatura, a língua desliza em direção a garganta e impede a passagem de ar. Vale lembrar que os distúrbios do sono possuem diversas causas, dentre elas a obesidade, o uso de bebidas alcoólicas e queixo pequeno ou voltado para trás. 
Como melhorar a posição de barriga para cima?
Uma das formas de garantir que você durma melhor de barriga para cima é com o travesseiro. Ao contrário da posição de lado, em que ele fica mais alto, ao deitar-se virado para cima ele deve ser fino para não tensionar a musculatura cervical. Uma forma de garantir um relaxamento das pernas é colocar um travesseiro embaixo dos joelhos, o que permite que eles fiquem menos entendidos, relaxando os músculos da lombar e das coxas.
Já os braços, ao deitar-se de barriga para cima, devem ficar ao longo do corpo, ou com as mãos pousadas levemente sobre o abdomen.
Dormir de bruços
Dormir de bruços é a pior posição para se iniciar o sono. Os problemas mais comuns são cervicalgia devido a torção ou hiperextensão do pescoço, dor nos ombros e nas costas. 


O ser humano muda de posição cerca de 18 vezes por noite.



Só é possível controlar a posição antes de adormecer. Após iniciar o sono, o nosso corpo tende a se mexer para não prejudicar a circulação e o conforto. No entanto, se você se mexe demais ao longo da noite pode ser indicativo de outros problemas de sono como a síndrome de pernas inquietas ou apneia do sono. Quem tem o sono muito agitado precisa investigar as causas.

É importante procurar um especialista em sono e realizar a polissonografia.

Entre em contato para mais informações: www.itoclinica.com.br
Tel. (21) 2512 5151.