Pesquisar este blog

Total de visualizações de página

terça-feira, 22 de outubro de 2013

DISTÚRBIOS DO SONO NA GRAVIDEZ.



A gravidez está associada com uma variedade de mudanças físicas e emocionais. 

As alterações físicas incluem náuseas, dores no corpo, incluindo dor nas costas, azia e o movimento fetal. Alterações emocionais mais relatadas são ansiedade, medo e depressão, sendo que em alguns casos podem se manifestar de forma descontrolada. De acordo com um estudo realizado pela National Sleep Foundation, cerca de 78% das mulheres grávidas sofrem de perturbações de sono. Estas alterações podem variar em função da fase da gravidez em que a mulher se encontra.

Tanto as mudanças físicas como o  aumento dos níveis de progesterona, principalmente, no primeiro trimestre são capazes de alterar o padrão de sono e provocar aumento da sonolência, que em excesso, pode prejudicar as atividades do dia seguinte. A qualidade ruim do sono afeta diretamente a capacidade de memória, de concentração e deixa o raciocínio lento. 
Quando o sono não é reparador a pessoa fica mais suscetível a doenças infecciosas. 
No segundo trimestre os problemas de sono costumam diminuir, porém o sono ainda não costuma ser de qualidade .

O terceiro trimestre também está associado com mudanças significativas no sono as quais incluem mal-estar geral, aumento da micção noturna, azia, dor nas costas e congestão nasal. A maioria das mulheres desenvolvem alguma perturbação do sono no terceiro trimestre.

A fragmentação do sono, que é uma consequência das mudanças físicas e hormonais, compromete seriamente a qualidade do sono e outros problemas específicos também podem surgir como o a cefaléia matinal, mau humor, impaciência e indisposição.

Devido ao aumento de peso e o inchaço dos tecidos, muitas mulheres passam a  roncar durante a gravidez. Se a obstrução das vias aéreas for significativa e, em especial, se houver predisposição devido a fatores genéticos, também pode ocorrer interrupções na respiração durante o sono.  A apneia do sono não é só caracterizada pelo ronco alto, mas pela obstrução do fluxo de ar que por sua vez leva a fragmentação do sono e queda na saturação de oxigênio.

Se o sono for frequentemente interrompido e estiver associado a outros sinais e sintomas já citados, o diagnóstico da apneia do sono deve ser considerado e confirmado por meio do exame de sono – polissonografia que pode ser realizado tanto em domicílio quanto em clínicas especializadas.

Um estudo publicado no periódico Sleep revelou que o distúrbio está relacionado a um aumento da chance de partos por cesariana e do nascimento de bebês menores que o normal. 

Mulheres que roncavam três ou mais noites por semana antes de engravidar e continuaram durante a gestação apresentaram cerca de 60% mais riscos de dar à luz bebês com tamanhos menores do que a média para recém-nascidos. Além disso, a chance de ter um parto por cesariana foi dobrado nessas mulheres.

Referências:

Sleep patterns in late pregnancy and risk of preterm birth and fetal growth restriction.  2011 Sep; 22(5):738-44.

 Snoring during pregnancy and delivery outcomes: a cohort study. SLEEP 2013; 36(11): 1625-1632.



Nenhum comentário:

Postar um comentário