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terça-feira, 11 de junho de 2013

Tratamento da Apneia do Sono ajuda a controlar a pressão e o diabetes.


A Academia Americana de Medicina do Sono (AASM), indica a avaliação clínica e polissonográfica para pacientes com diabetes tipo 2 ou com hipertensão arterial.
A recomendação vem de um grupo de pesquisadores que demonstraram que pacientes que sofrem dessas duas enfermidades têm risco elevado para desenvolver  apneia obstrutiva do sono, uma condição perigosa caracterizada por episódios de obstrução completa ou parcial da respiração durante o sono. Estudos recentes mostraram também que o tratamento da apneia do sono ajuda no controle dessas 2 doenças.

Diabetes tipo 2 e Apneia Obstrutiva do Sono

De acordo com dados dos Centros de Controle e Prevenção de Doenças dos EUA, cerca de 25,6 milhões de americanos com 20 anos ou mais sofrem de diabetes o que representa cerca de 90% a 95% de todos os casos diagnosticados. Sete em cada dez pessoas com diabetes tipo 2 também apresentam algum grau de apneia obstrutiva do sono.  

O tratamento da apneia do sono em pacientes diabéticos melhora os níveis de glicose, a sensibilidade à insulina, a qualidade do sono, a memória e a função cognitiva, além de reduzir a sonolência excessiva durante o dia.

Hipertensão Arterial e Apneia Obstrutiva do Sono

A hipertensão arterial (pressão alta) é o fator de risco mais preocupante para a doença cardiovascular e não se limita aos que sofrem de diabetes. Na população geral um em cada três adultos sofre de hipertensão. Entre 30% e 40% dos adultos com pressão arterial elevada também tem apneia do sono, que é ainda mais prevalente nos pacientes com hipertensão resistente.

Aproximadamente 80% dos pacientes que não respondem aos medicamentos hipertensivos têm apneia do sono. Evidências clínicas mostram que o tratamento da apneia do sono é eficaz na redução da pressão arterial tanto durante o dia como durante a noite com resultados significativos para os pacientes com apneia moderada e grave.

É IMPORTANTE SALIENTAR que quanto maior for a pressão arterial, maior é o risco de sofrer um ataque cardíaco ou acidente vascular cerebral (AVC). Por outro lado, ao reduzir a pressão arterial,  reduz o risco de doença cardiovascular além de melhorar a saúde e a qualidade de vida.
Os riscos de um diabético sofrer infarto ao longo da vida chegam a 40% nos homens e 50% nas mulheres. 
A recomendação para as pessoas que sofrem de diabetes tipo 2 e/ou hipertensão arterial é observar os sinais e sintomas mais comuns da apneia do sono como o ronco alto e frequente, as pausas na respiração durante o sono, garganta seca e a sonolência excessiva durante o dia. Essas informações devem ser passadas ao médico para iniciar o diagnóstico diferencial e posteriormente indicar o tratamento mais adequado.

* Odontologia, Ronco e Apneia do Sonohttp://www.youtube.com/watch?v=efsf50gb2W0

terça-feira, 26 de março de 2013

TIPOS DE RONCO

Por Dr. Fausto ITO.

Cerca de 45% dos homens roncam habitualmente e 30% das mulheres começam a roncar após a menopausa. Pesquisas recentes demonstraram que a progesterona, hormônio secretado pelas mulheres, sofre alterações na menopausa. Sabe-se também que a progesterona ajuda a estabilizar as vias aéreas superiores.


* Aumento de peso é a principal causa dos roncos. Os depósitos de gordura também se acumulam na região do pescoço, no conduto faríngeo, no palato mole e úvula tornando a musculatura dessa região mais flácida, estreita e, portanto,  mais suscetível ao colapso durante o sono.

Reconheça os tipos de ronco:

1) Contínuo: produz o mesmo som ao longo da noite e costuma ter caráter benigno. 

2) Intermitente: ruído crescente e decrescente com intervalos de silêncio (pausas na respiração que podem indicar apneia do sono). Merece atenção médica por representar grandes riscos a saúde.


Mais informações: www.itoclinica.com.br



sexta-feira, 8 de março de 2013

DIA MUNDIAL DO SONO 2013.


World Sleep Day 2013.

Dr. Fausto Ito – Membro da Associação Brasileira do Sono (ABS); Especialista em Anatomia da Cabeça ICB/USP.

Muitos adultos e idosos aceitam e convivem com os problemas do sono como se fossem uma consequência inevitável do envelhecimento.
A questão é: E se os problemas do sono não são uma parte natural do envelhecimento?

Na sexta-feira, 15 de março de 2013 será comemorado o Dia Mundial do Sono (World Sleep Day). Este evento anual é uma celebração em prol do sono e uma chamada para assuntos importantes direcionados, principalmente, a quem não dorme bem.

O tema deste ano é Sono de Qualidade - Envelhecimento Saudável que chama a atenção para queixas comuns de distúrbios do sono em adultos e idosos. Dormir bem é possível em qualquer idade e é de vital importância para a manutenção da saúde.

Os problemas do sono nessa fase da vida não ocorrem por causa do envelhecimento em si, aliás, está mais relacionado a outras condições que podem acompanhar o envelhecimento.

Doenças respiratórias, alterações nos ciclos do sono, doenças psiquiátricas, são fatores que podem contribuir para a má qualidade de sono nesta população.

Sono de má qualidade não significa apenas que a pessoa acometida irá se sentir cansada e sonolenta durante o dia seguinte. Existem consequências mais graves relacionadas com a saúde geral e ao bem-estar. Vários estudos têm demonstrado que os distúrbios do sono contribuem para a diminuição da qualidade de vida e podem desencadear sintomas de depressão e ansiedade, tempo de reação mais lento, problemas de memória, problemas com equilíbrio e risco aumentado para quedas e até mesmo a morte.

O sono de qualidade está ao alcance de qualquer pessoa.

Isso pode significar conversar com um Especialista em Sono sobre as formas de tratamento, mudanças de comportamento para ajudar a regular e começar, de fato, as terapias para outras condições que estão interferindo no sono.
Alguns distúrbios do sono, como ronco, insônia e apneia obstrutiva do sono, são mais comuns em idosos, porém com o diagnóstico específico, estas questões podem ser perfeitamente controladas.

A verdade é que em pessoas saudáveis, independentemente da idade, os problemas do sono são raros.

Referências:

1.     Neikrug AB, Ancoli-Israel S. Sleep disorders in the older adult — A mini-review. Gerontology 2010; 56: 181-189;
2.     Edwards BA et al. Aging and sleep: Physiology and pathophysiology. Semin Respir Crit Care Med 2010; 31(5): 618-633;
3.     Cappuccio FP et al. Sleep duration and all-cause mortality: A systematic review and meta-analysis of prospective studies. Sleep 2010; 33(5): 585-592.