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segunda-feira, 25 de julho de 2011

BOM SONO AJUDA A EMAGRECER

Tratamento Multiprofissioal é eficaz contra os Distúrbios Respiratórios do Sono.

Por: Thaila Frade e Prisca Fontes.
Revista O Flu - Jornal  O Fluminense, 24/julho/2011. 

Foi a pouco mais de 1 ano que o aposentado Sergio Luiz Martins, de 63 anos, acordou no meio da noite sentindo-se sem ar. O quadro de apneia foi logo diagnosticado por seu cardiologista após uma polissonografia (exame do sono) e serviu de alerta para que Sergio procurasse uma mudança brusca em sua rotina. Na época, abril de 2010, o aposentado estava acima do peso, chegando a marca de 98 quilos e não imaginava que seu sono seria um aliado para perder peso.
Estudos indicam que 1 hora a menos de sono por dia pode aumentar em até 20% o peso corporal e que as pessoas que dormem menos têm maior possibilidade de se tornarem obesas. Para compensar a noite mal dormida, o corpo pede por um aumento de alimentos como doces, frituras e massas.
“A privação ou o sono de qualidade ruim desorganizam o metabolismo e prejudicam a síntese de vários hormônios, favorecendo a obesidade. Por exemplo, os níveis de grelina e cortisol (hormônios que interferem para o aumento de peso) aumentam e por outro lado há a diminuição dos níveis de leptina, hormônio, hormônio emagrecedor. Essa situação é mais comum em pessoas que roncam ou sofrem com as apneias durante a noite por causa da fragmentação do sono”, explica o dentista especialista em Anatomia Aplicada da Cabeça e membro da Associação Brasileira do Sono, Fausto Ito.
Com um diagnóstico alarmante, Sergio chegou ao consultório de Fausto seis meses após o primeiro diagnóstico de apneia, uma passagem por um otorrinolaringologista e de sessões de exercícios respiratórios com uma fonoaudióloga para melhorar de uma disfagia (dificuldade de deglutição).
“Eu já estava fazendo dieta e exercícios quando a minha fonoaudióloga me perguntou se eu não gostaria de visitar um dentista”, lembra Sérgio, que recorreu ao especialista como último recurso, já que a cirurgia havia sido descartada pela gravidade da apneia.
Nesta época, o aposentado já havia perdido peso após o início de uma dieta rigorosa e seguia uma rotina de corridas, aulas de remo e pilates. Porém, estava em dúvida se usaria uma máscara para dormir, mas desistiu ao receber uma boa notícia de Fausto: um aparelho para usar durante as horas de sono poderiam lhe ajudar.
“Mudança de hábitos com relação a alimentação, atividade física e higiene do sono são importantes para modificar costumes inadequados e melhorar a qualidade de vida das pessoas com problemas de distúrbios do sono. Um dos fatores que mais prejudicam o sono é a obesidade, por estrangular a passagem de ar nas vias aéreas superiores”, observa o dentista.
Após seis meses de tratamento com o aparelho bucal que o auxilia na respiração durante o sono, aliado à dieta e aos exercícios físicos, Sergio perdeu 14 quilos e, recentemente, recebeu alta das sessões de fonoaudiologia além das visitas mensais ao seu dentista, quando terá que retornar em novembro para uma nova avaliação do seu sono.

Sérgio Martins utiliza o aparelho nos dentes para melhorar o seu sono.

Antes eu dormia mal tinha tonturas e dores de cabeça na parte da manhã. Ao melhorar o meu sono, ganhei a qualidade de vida, o que o mal sono havia me roubado”, comenta Sérgio.

* Assista ao vídeo explicativo do Dr. Fausto Ito no YouTube: 

sexta-feira, 13 de maio de 2011

Termômetro do Ronco. Veja dicas para evitar o problema.

Levantar a cabeceira da cama ajuda a controlar o distúrbio.

Por Diego Junqueira, do R7.

O ronco de maior intensidade que se tem notícia aconteceu na Suécia, em 1993. De acordo com o Livro dos Recordes, o super-ronco é proeza de Kare Walkert, que sofre de apneia do sono. Ela emitiu um ruído de 93 decibéis – isso é mais forte do que uma avenida movimentada e semelhante a uma balada.

Quando uma pessoa ronca, mas não sofre fragmentação do sono nem apneia, ela só tem um problema para resolver: o barulho que o ronco provoca.

O barulho emitido pode chegar a 50 decibeis. Isso não enlouquece ninguém, mas já tem capacidade para incomodar a pessoa que dorme ao lado. Em alguns casos, um ronco alto pode atingir 80 decibeis.

O Dentista Fausto Ito, Especialista em Distúrbios do Sono, conta que já atendeu uma senhora que, no prédio onde morava, seu ronco incomodava moradores de dois andares acima do dela.

- Há casais que dormem separados por causa do ronco do parceiro. E quem viaja com um roncador também passa por maus bocados.

Para evitar que você enfrente problemas com seu parceiro ou com os vizinhos, o especialista selecionou algumas dicas para parar de roncar.


Veja abaixo:

1) Levante a cabeceira da cama 15 cm. Mas é preciso colocar um calço no pé da cama, e não somente no travesseiro ou colchão.
2) Evite dormir de barriga para cima. O melhor é dormir de lado.
3) Não tome bebida alcoólica antes de dormir. “Isso é fundamental”, diz Ito.
4) Evite fumar. Isso causa inflamação da úvula, o que obstrui a passagem do ar.
5) Não durma de estômago cheio, porque isso causa desconforto. Faça refeições leves à noite.
6) Não consuma remédios sem prescrição médica. Alguns atuam no sistema nervoso central e pioram o ronco e a apneia.

quinta-feira, 10 de março de 2011

A influência do esporte na qualidade do sono

Movimentar o corpo contribui para que tenhamos a cobiçada noite de sono perfeita e, consequentemente, para acordarmos renovados, de alto astral e bem dispostos.
Por: Dr. Fausto ITO. ]
Um dos responsáveis é a endorfina que devido ao seu efeito analgésico atenua as dores musculares. Além disso, relaxa o corpo e aumenta a sensação de prazer. Estudos comprovam que as pessoas que praticam esportes demoram menos tempo para adormecer, cerca de 7 minutos, quando comparadas com as que não se exercitam, 10 minutos.

Uma das principais funções do sono é recuperação física e mental do organismo. Quando os exercícios são praticados com regularidade, a qualidade do sono tende a melhorar, ou seja, fica menos fragmentado e ocorre o prolongamento das fases profundas (estágios 3 e 4 NREM e sono REM). Durante essas fases a glândula hipófise, localizada no cérebro, produz o hormônio do crescimento (GH), que está envolvido na regeneração de ossos, músculos e funções cognitivas como memória, reflexos, raciocínio e concentração. Com cerca de 4 horas de sono tranquilo, o nosso organismo consegue recuperar 60% das energias.

As noites de sono sem interrupções e com tempo adequado (média de 8 horas) deixam o corpo fisicamente preparado e com os reflexos aguçados. Para os atletas isso significa menor risco de lesões por fadiga muscular, melhora no desempenho e nos resultados. É importante ressaltar que a atividade seja moderada e regular. Esportes aeróbicos como a corrida ou natação, por exemplo, exigem mais do sistema cardiocirculatório. Quanto mais em forma a pessoa estiver, menores são as chances de ocorrer os roncos e as apneias que impossibilitam a recuperação completa do corpo durante a noite e provocam sonolência excessiva durante o dia.

O alerta fica por conta dos exageros (overtraining) e das horas inadequadas para a prática dos esportes. Atividade física em excesso causa estresse muscular, pode provocar fraturas e por causa do ácido lático, dores fortes por todo o corpo. Esta última situação impede que a pessoa chegue às fases de sono profundo. Substâncias estimulantes como a adrenalina, também são produzidas durante os exercícios, por isso deve-se evitar a malhação por pelo menos 4 horas antes de dormir para não interferir no processo de início e manutenção do sono.


Referências:

1. Guyton, A. C.; Hall, J. E. Tratado de fisiologia médica. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 1997.

2. Van Boxtel, M. P.; Paas, F. G.; Houx, P. J.; Adam, J.; Teeken, J. C.; Jolles, J. Aerobic capacity and cognitive performance in a cross-sectional aging study. Medicine Science Sports and Exercise, n. 29, v. 10, p. 1357-1365, 1997.

3. Ghorayeb, N.; Barros Neto, T. O exercício: preparação fisiológica, avaliação médica, aspectos especiais e preventivos. São Paulo: Atheneu, 1999.

domingo, 4 de julho de 2010

Operação resgate da energia perdida.

REVISTA NOVA - JULHO DE 2010

SAÚDE

Por Karina Hollo e Carmem Morin.

Cansaço é praticamente uma epidemia entre mulheres ocupadas. Está nesse time?
Descvubra as causas de tanta fadiga e as saídas possíveis para resgatar (quanto antes!) a sua disposição.

Quando foi a última vez que você pulou da cama cheia ce energia?
Foi o que pensamos: faz tanto tempo que mal consegue se lembrar, não é?
Provavelmente anda as voltas com o trabalho estressante, uma vida social corrida e uma lista sem fim de afazeres, tudo ao mesmo tempo. Some a isso a incapacidade de dormir bem e está garantida aquela eterna sensação de cansaço. Só que esse não precisa ser o seu destino!

Compilamos as reclamações mais recorrentes em relação à leseira crônica e pedimos a um time de experts que mostrasse saídas possíveis para você trazer de volta o pique de antes.

http://nova.abril.com.br/edicoes/442/saude/como-resgatar-sua-disposicao.shtml?pagina1

Nas bancas R$ 8,90.

quarta-feira, 21 de abril de 2010

Revista PSIQUE - Distúrbios do Sono

De olhos bem abertos

Por: Thereza Cristina Ribeiro e Fausto Alves Ito.

Seria o fim do sono? O artigo publicado na Revista PSIQUE (Ano V, nº 51 abril/2010) explora a realidade contemporânea e a má qualidade do nosso descanso, essencial para o aprendizado, memória e sedimentação dos conhecimentos.

Desde a era industrial as horas de sono diminuíram gradativamente ao passo que a obesidade e enfermidades cardiocirculatórias se consolidaram como problemas graves de saúde pública. A relação entre sono e doenças insuspeitadas anteriormente está cada vez mais evidente quando observamos o estilo de vida da nossa população, o descanso cada vez mais reduzido em detrimento do “alto rendimento profissional” e o apelo crescente pela internet. Será que é ilusão ou ainda há um alto grau de desinformação ao supormos que continuaremos a ter o mesmo desempenho nas nossas funções diurnas, uma vez que insistimos em ignorar a necessidade e a importância do sono em nossas vidas?  

* À venda nas bancas (R$ 8,90). 


sábado, 17 de abril de 2010

Sono e Exercícios Físicos

Por Dr. Fausto Ito.

A atividade física é uma unanimidade na promoção de saúde e manutenção da qualidade de vida. O detalhe é que os exercícios físicos contribuem também para melhorar o padrão de sono e proteger o individuo contra os efeitos de sua privação.  
Movimentar o corpo contribui para que tenhamos a cobiçada noite de sono perfeita e, consequentemente, para acordarmos renovados, de alto astral e bem dispostos. Um dos responsáveis é a endorfina que devido ao seu efeito analgésico atenua as dores musculares. Além disso, relaxa o corpo e aumenta a sensação de prazer. Estudos comprovam que as pessoas que praticam esportes demoram menos tempo para adormecer, cerca de 7 minutos, quando comparadas com as que não se exercitam, 10 minutos.
Uma das principais funções do sono é recuperação física e mental do organismo. Quando os exercícios são praticados com regularidade, a qualidade do sono tende a melhorar, ou seja, fica menos fragmentado e ocorre o prolongamento das fases profundas. É durante essas fases do sono que a glândula hipófise, localizada no cérebro, produz o hormônio do crescimento (GH), que está envolvido na regeneração de ossos, músculos e funções cognitivas como memória, reflexos, raciocínio e concentração. Com cerca de 4 horas de sono tranquilo, o nosso organismo consegue recuperar 60% das energias.  
As noites de sono sem interrupções e com tempo adequado (média de 8 horas) deixam o corpo fisicamente preparado e com os reflexos aguçados. Para os atletas isso significa menor risco de lesões por fadiga muscular, melhora no desempenho e nos resultados. 
É importante ressaltar que a atividade seja moderada e regular. Esportes aeróbicos como a corrida ou natação, por exemplo, exigem mais do sistema cardiocirculatório. Quanto mais em forma a pessoa estiver, menores são as chances de ocorrer os roncos e as apneias que impossibilitam a recuperação completa do corpo durante a noite e provocam sonolência excessiva durante o dia. 
O alerta fica por conta dos exageros (overtraining) e das horas inadequadas para a prática dos esportes. Atividade física em excesso causa estresse muscular, pode provocar fraturas e por causa do ácido lático, dores fortes por todo o corpo. Esta última situação impede que a pessoa chegue às fases de sono profundo. Substâncias estimulantes como a adrenalina, também são produzidas durante os exercícios, por isso deve-se evitar a malhação por pelo menos 4 horas antes de dormir para não interferir no processo de início e manutenção do sono.
Referências:
  1. American College Sports Medicine. Prova de esforço e prescrição de exercício. Rio de Janeiro. Revinter, 1994.
  2. Guyton, A.C.; Hall, J. E. Tratado de fisiologia médica. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 1997.
  3. Van Boxtel,M. P.; Paas, F. G.; Houx, P. J.; Adam, J.; Teeken, J. C.; Jolles, J. Aerobic capacity and cognitive performance in a cross-sectional aging study. Medicine Science Sports and Exercise, n. 29, v. 10, p. 1357-1365, 1997.   

domingo, 4 de abril de 2010

Palestra: SONO E QUALIDADE DE VIDA - SPA Maria Bonita


                                          TRATANDO O RONCO E A APNEIA DO SONO

Palestrantes: Adriana Micarelli Figueiredo - Fonoaudióloga
                            Fausto Ito - Dentista.

  • Durante a palestra serão abordadas as causas dos distúrbios do sono, métodos de tratamento e dicas para evitar o ronco, as apneias e melhorar a qualidade de vida de quem sofre desses problemas.
Evento aberto ao público: GRATUITO.

Informações e inscrições: 2513-4050 / 2527-1744

Data: Quarta-feira, 07 de abril de 2010 às 19:30h.

Local: SPA Maria Bonita
Rua Prudente de Morais, 729 Ipanema - RJ.